Como iniciar seus investimentos no exterior?

Talvez você já tenha ouvido falar que a bolsa de valores brasileira apresenta menos oportunidades de investimentos que a de outros países — como a bolsa dos Estados Unidos. De fato, muitos mercados estrangeiros têm mais história e mais dinamicidade que o nosso.

Por esse e outros motivos, pode ser bastante interessante comprar ativos estrangeiros e diversificar sua carteira. Mas como fazer investimentos no exterior?

Na verdade, existe mais de uma opção para iniciar seus investimentos no exterior e manter um portfólio diversificado. Acompanhe as informações deste post e saiba mais!

Um brasileiro pode investir no exterior?

A primeira questão que precisa ficar clara para quem deseja iniciar seus investimentos no exterior é que brasileiros podem adquirir ativos negociados em outros países. Uma maneira de fazer isso diretamente é abrindo uma conta em um banco ou corretora de valores estrangeira. Entretanto, essa opção costuma envolver bastante burocracia.

Afinal, será preciso enviar documentos para a instituição estrangeira, trocar moeda, entender as particularidades das operações realizadas no país, compreender outro idioma e, ainda, saber como declarar esses investimentos no Brasil. Algumas instituições também têm um limite mínimo para aportes – normalmente de alguns milhares de dólares.

Mas existem também opções mais simples. É possível fazer investimentos no exterior com operações realizadas pelas instituições brasileiras. Conheça algumas alternativas a partir de agora:

Fundos de investimento

Uma das formas mais simples para investir no exterior é por meio dos fundos de investimentos. Isso porque alguns desses fundos têm ativos estrangeiros no seu portfólio. Logo, quem adquire cotas destes fundos está incluindo esses ativos na sua carteira.

A composição do portfólio de cada fundo de investimento depende da decisão do gestor. De modo geral, eles podem ter de 10% a 20% dos recursos aplicados em ativos de outros países — quando são destinados para investidores qualificados, esse percentual pode aumentar para 40% ou até 100%.

ETF

Um ETF (Exchange Traded Funds) é um tipo específico de fundo de investimentos que se propõe a acompanhar um determinado índice. Assim, é possível que um ETF replique a carteira teórica de determinado índice – e, consequentemente, sua rentabilidade.

Um exemplo de ETF é o BOVA11 – que acompanha o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores no Brasil.  Quem deseja investir em ativos do exterior, no entanto, pode adquirir cotas de ETFs que seguem índices de outro país — como o índice S&P 500, do mercado norte-americano.

Assim, você estará exposto ao mercado externo sem precisar, na prática, enviar recursos para fora do país para isso.

BDR

Outra maneira de ter investimentos ligados aos países estrangeiros sem precisar tirar o seu dinheiro do Brasil é adquirindo BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Eles são certificados disponíveis na bolsa de valores brasileira, lastreados em ações de empresas internacionais, listadas em outras bolsas ao redor do mundo.

A operação dos BDRs é feita com mediação de uma instituição depositária – que tem a custódia das ações internacionais às quais o certificado está atrelado.

É importante esclarecer, contudo, que não se trata de adquirir diretamente os papéis das companhias estrangeiras. Para fazer isso, seria preciso negociar na própria bolsa de valores do outro país.

Entretanto, uma vez que os BDRs são certificados que estão atrelados às ações, eles acabam acompanhando as movimentações dos próprios papéis – para cima ou para baixo.

COE

Por fim, mais uma opção de investimentos estrangeiros no Brasil são os COEs (Certificados de Operações Estruturadas). Eles são produtos oferecidos por corretoras de valores e podem ser compostos por diversos ativos.

Alguns COEs, inclusive, são compostos por ações ou derivativos de companhias estrangeiras. Dessa forma, o investidor consegue ter acesso à rentabilidade de ativos internacionais sem sair do Brasil.

Vale destacar que existe bastante diversidade no funcionamento e no portfólio desses produtos. O investidor, portanto, precisa sempre observar com cuidado todas as características do COE de seu interesse antes de optar pelo aporte.

Vale a pena investir no exterior?

Agora você conhece as principais formas de realizar investimentos em outros países. Entretanto, você ainda pode estar se perguntando se há vantagens em iniciar seus investimentos no exterior e se expor à variação de ativos fora do país.

Essa é uma dúvida muito comum quando se aborda a possibilidade de ter ativos estrangeiros. E não há uma resposta única para esta pergunta.

É importante destacar que cabe a cada investidor responder a esse questionamento, individualmente — e é preciso conhecer as vantagens e desvantagens dessa escolha. Um dos maiores benefícios é a possibilidade de diversificação da carteira.

Ter ativos ligados a outros países aumenta a dinâmica da sua carteira de investimentos, pois permite que você tenha acesso a inúmeras empresas que não se originaram aqui. E isso abre enormes possibilidades, já que existem bolsas muito maiores que a brasileira.

Outra vantagem é a diluição dos riscos, principalmente pela redução da dependência em relação à economia brasileira. Desse modo, os investidores podem conseguir performances mais vantajosas, mesmo em momentos de instabilidade nacional.

Há, ainda, o benefício de equilibrar um pouco mais seu balanço de ativos e passivos. Pense bem: enquanto seus ativos estão atrelados ao real, a maioria dos seus gastos está relacionada a moedas mais fortes, como o dólar. Fazer investimentos no exterior possibilita tentar estabilizar esta situação.

Entre as desvantagens de investir em ativos estrangeiros, contudo, podemos citar os riscos — lembre que eles existem em todos os investimentos. Logo, é fundamental conhecer o funcionamento de cada operação e compreender o perigo antes de fazer suas escolhas.

O que considerar na hora de investir no exterior?

Embora seja interessante diversificar sua carteira com ativos fora do Brasil, não é indicado que você faça isso de qualquer forma. Afinal, assim como qualquer decisão de investimento, existem detalhes fundamentais a serem considerados.

Se escolher investimentos brasileiros já demanda uma análise bem feita, imagine fazer isso com ativos de outros lugares. Estudar o assunto e avaliar cada opção de fundo de investimento, ETF, BDR ou COE é, portanto, indispensável.

Nossa orientação é que você não só analise os ativos disponíveis, mas também passe a acompanhar o mercado onde deseja investir. Se a sua escolha é pelos Estados Unidos, por exemplo, é relevante começar a ler as notícias sobre a economia americana.

Ou seja, mesmo que as suas operações sejam feitas utilizando instituições brasileiras, é preciso entender um pouco o idioma estrangeiro e pesquisar sobre os investimentos. Isso diminui seus riscos e aumenta a possibilidade de encontrar bons resultados.

Fique atento, ainda, às taxas envolvidas — como taxas de administração dos fundos de investimentos — e às suas obrigações com a Receita Federal brasileira. Esses cuidados tornam suas operações mais seguras e previne arrependimentos ou problemas.

Depois de saber como iniciar seus investimentos no exterior, reflita sobre quais são as melhores alternativas para o seu caso. É possível abrir uma conta lá fora, mas também existem ativos negociados na própria bolsa brasileira. Pense nos seus objetivos e tome decisões eficientes!

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