Entenda o que é e como é cobrado o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

Já vem de longa data que, nós brasileiros, lidamos com a incidência de impostos em nosso cotidiano. Tributos sobre a renda, vestuários, alimentação etc. Contudo, há um tributo quase imperceptível que atua sobre inúmeros tipos de operações financeiras que realizamos todos os dias: é o IOF, ou seja, Imposto sobre Operações Financeiras.

Uma das incumbências do IOF é ser um regulador da nossa economia. A taxa consegue revelar à Receita, por exemplo, a demanda e a oferta de crédito existente no país. Além disso, esse imposto Federal é cobrado nas operações financeiras que fazemos cotidianamente, desde um saque que realizamos na poupança até compras de moedas estrangeiras.

Por tudo isso, é relevante que todos os investidores fiquem atentos ao percentual cobrado do IOF sobre a rentabilidade de seus investimentos.

A incidência do IOF nos investimentos

Usamos o dinheiro, seja para o saque na boca do caixa eletrônico, seja no cartão de crédito, o tempo todo. Ao usar o cartão para compras, ao pegar um empréstimo, ao contratar um seguro, ao comprar/vender dólar ou resgatar seus investimentos, você certamente vai pagar o IOF. Para ficar claro: o IOF é uma alíquota que incide sobre o valor do rendimento.

No entanto, há maneiras de se pagar menos ou até mesmo fugir da incidência desse imposto. Para isso, é preciso saber que o IOF está diretamente vinculado ao tempo em que seu investimento está rendendo, ou seja, esta alíquota varia de acordo com o prazo que você escolhe ao resgatar sua aplicação financeira.

Confira abaixo as alíquotas das principais operações sobre as quais incide o IOF:

Vejamos o exemplo abaixo.

Hipótese – Tenho um dinheiro aplicado no Tesouro Direto e preciso resgatá-lo.

Neste caso tenho duas opções:

  1. Opção clichê: realizar o saque de forma aleatória;
  2. Opção reflexiva: realizar o saque após 30 dias.

No primeiro caso, se você vender o título cinco dias após tê-lo comprado, certamente irá pagar uma taxa muito alta de IOF. Para termos uma ideia, a taxa de IOF começa a partir de 96% da rentabilidade no primeiro dia, até chegar a zero. Por outro lado, esse tributo é regressivo, ou seja, quanto maior for o tempo de rendimento do dinheiro investido, menor será a taxa cobrada.

Veja o exemplo na tabela:

Já no segundo caso, se for fazer uma retirada de dinheiro é preferível que o faça após 30 dias para se livrar do Imposto sobre Operações Financeiras. Lembre-se de que a alíquota cobrada pelo IOF varia de acordo com o número de dias da aplicação financeira.

Fique atento!

No exemplo acima foi mencionado o investimento em Tesouro Direto, mas há outras modalidades de aplicações financeiras em Renda Fixa que também são tributados, caso aconteça um resgate em menos de 30 dias. Estão entre os principais: CDBs, LCs, Fundos DI, Fundos de Curto Prazo, e outros

No entanto, as LCIs e as LCAs estão isentas dessa cobrança de imposto. Em Renda Variável, as ações também estão livres do IOF.

Saber a incidência do IOF sobre a rentabilidade de seus investimentos não é tão complicado assim! Lembre-se sempre que, para conhecer a alíquota que será cobrada, é necessário conhecer o tipo de operação que irá realizar.

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