Entenda o que é risco, volatilidade e o índice VIX

É muito comum que alguns investidores mantenham seu foco na rentabilidade ao escolher investimentos. Mas você sabia que existem outros conceitos tão importantes quanto ela? Entre eles estão o risco e a volatilidade.

Eles, inclusive, têm uma relação próxima com a possibilidade de rendimento nos investimentos – já que, normalmente, maiores expectativas de rentabilidade são acompanhadas por maiores riscos e volatilidade. A relação fica ainda mais notável em períodos de crise.

Então, se você não conhece detalhes sobre essas duas características que afetam seus investimentos, é hora de saber mais sobre elas. Vale a pena também entender o que é o índice VIX – e como ele se relaciona com a sua carteira.

Continue a leitura e saiba mais sobre o que é o risco, a volatilidade e o índice VIX. Acompanhe!

O que é risco?

Entre os três elementos que citamos no início deste post, o risco geralmente é o mais conhecido pelos investidores. Afinal, todos os investimentos contêm risco — mesmo aqueles considerados mais seguros, como os títulos públicos.

De fato, estes títulos são os menos arriscados do mercado. Entretanto, mesmo assim, qualquer aplicação no mercado financeiro envolve algum perigo.

Os riscos podem ser de diferentes tipos. E, de modo geral, representam a probabilidade do seu retorno no investimento não ser o que você estava esperando.

Ou seja, o risco engloba a chance de não receber os rendimentos previstos ou mesmo de perder todo ou parte do valor investido. Ele pode ser maior ou menor, dependendo do ativo. E, como você deve saber, a renda variável tem maiores riscos que a renda fixa.

Os principais tipos de riscos são divididos em dois grupos: o sistemático e o não sistemático. O primeiro também é chamado de risco de mercado e se refere a aspectos macro, como crises econômicas ou políticas, mudança da taxa de juros do país, etc.

Desse modo, o risco sistemático pode afetar todos os investimentos, pois está ligado a acontecimentos que impactam o mercado como um todo. Já os não sistemáticos estão atrelados a determinados ativos ou classe de ativos.

Por exemplo, uma crise em determinada empresa ou setor da economia afetará profundamente alguns ativos, mas é possível que não cause impactos em outros tipos de investimentos – ou em outros papéis, por exemplo. Por isso, dizemos que é possível reduzir os riscos não sistemáticos com a diversificação da carteira.

O que é volatilidade?

Não é raro que as pessoas vejam os termos risco e volatilidade como sinônimos. Entretanto, apesar de estarem relacionados, eles não significam a mesma coisa.

O que seria, então, a volatilidade? Ela é uma medida utilizada para mensurar o risco.

Observar o quanto um ativo é volátil significa medir estatisticamente a possibilidade de o valor dele – assim como os rendimentos – oscilar em determinado período. Assim, a medida está relacionada com o risco porque, quanto mais volátil um ativo for, mais arriscado ele se apresentará.

O cálculo da volatilidade se dá normalmente pelo desvio padrão em relação ao preço médio do ativo ou seu preço atual. Por ter relação direta com as oscilações, ela se aplica mais aos ativos da renda variável, já que na renda fixa há uma maior estabilidade.

Apesar de a bolsa de valores sempre apresentar possibilidades de variações no preço, a volatilidade fica maior em épocas críticas. Logo, elas deixam mais evidente a relação entre esse conceito e o risco: quando o mercado ou determinado setor passa por crises, os preços oscilam mais.

O que é o índice VIX?

Ao saber o que é risco e volatilidade você provavelmente percebeu o quanto eles são importantes para os investidores, especialmente aqueles que se encontram na renda variável, certo? É fundamental – inclusive, conhecê-los para tomar decisões conscientes na carteira.

Mas você já ouviu falar sobre o índice VIX? O que seria este índice e qual a relação entre ele e os conceitos que explicamos?

O VIX significa “volatility index” – ou índice de volatilidade, em português. Trata-se de uma medida estabelecida no mercado dos Estados Unidos, que se tornou conhecido como índice do medo.

O índice VIX é utilizado para medir a volatilidade dos investimentos na bolsa dos Estados Unidos. Ele se baseia na expectativa das negociações para os próximos 30 dias, analisando as ações que compõem o S&P 500.

O S&P 500 é um índice composto pelas principais companhias listadas na bolsa norte americana – semelhante ao índice Ibovespa no Brasil. O VIX, portanto, calcula a volatilidade da bolsa da maior economia do mundo a partir da movimentação de 500 das maiores empresas do mercado.

Quando o VIX está em alta, na prática, isso significa que o mercado está reagindo com incerteza em relação ao futuro. E, em meio a uma crise, é comum que o VIX avance – assim como o risco e a volatilidade.

VIX e o Brasil: como o índice impacta nosso mercado?

Depois de entender o que é o índice VIX, você descobriu que ele indica um aumento da volatilidade – e, portanto, do risco – na bolsa de valores dos Estados Unidos. Mas, será que o índice VIX afeta apenas o mercado norte-americano?

O fato é que a movimentação do VIX tem sim impacto também em outros países, como o Brasil. Isso porque, como a economia norte-americana é a maior do mundo, o que acontece no país afeta diversas outras nações – especialmente quando se trata de crises globais.

Aliás, os efeitos são ainda maiores em mercados emergentes, como o nosso. Então, um aumento do índice VIX tem como consequência um avanço da volatilidade e do risco também na bolsa de valores brasileira.

E por que esses conceitos são relevantes em investimentos?

Para finalizar este conteúdo, é importante compreender também por que conhecer o risco, a volatilidade e até mesmo o índice VIX se faz relevante para quem investe.

Como você viu, os três elementos estão interligados e oferecem informações importantes sobre os movimentos do mercado. Portanto, entendê-los é fundamental para quem investe – principalmente na renda variável.

Lembre-se que o índice VIX não aumenta por acaso. Ele representa as incertezas causadas por algum fenômeno, como crises econômicas ou políticas.

Em outras palavras, acompanhá-lo é relevante para saber o que está ocorrendo na economia mundial e como os acontecimentos podem impactar sua carteira de investimentos. Riscos e volatilidades mais altas são sinais de alerta.

Eles não significam, contudo, que o investidor deve retirar seu dinheiro da renda variável quando a volatilidade e os riscos aumentam. Afinal, crises também podem trazer oportunidades para os investidores.

Por isso, o importante é ficar atento ao mercado – em busca de oportunidades de investimento até mesmo em situações de maior risco – e de maior volatilidade.

Por fim, para tomar boas decisões de investimento – seja em meio a uma crise ou em situações de tranquilidade no mercado, não deixe de investir no seu conhecimento – compreendendo conceitos e a relação entre eles e os investimentos.

Então, que tal aprender ainda mais sobre a renda variável? Veja nosso guia prático para o mercado de ações!

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