Você conhece os investimentos a curto prazo? Saiba quais são eles

Escolher o melhor investimento é uma tarefa que depende, no mínimo, de três fatores: do objetivo do investidor, do valor disponível e do prazo que ele está disposto a esperar para colher bons resultados. Um ótimo investimento para quem tem R$ 100 mil reais e cinco anos de prazo pode ser má opção para quem tem R$ 2 mil e deseja reaver seu dinheiro em seis meses, por exemplo.

Por isso, antes de começar a investir, é importante que você entenda qual a sua real situação financeira. No entanto, não é porque você pode precisar do seu dinheiro em pouco tempo que não deve investi-lo. O ideal, nesse caso, é procurar um investimento a curto prazo – algo que é essencial na carteira de qualquer investidor.

Esse tipo de investimento é excelente alternativa, por exemplo, para quem está construindo uma reserva de emergência. Em geral, ele poderá ser utilizado sempre que o investidor precisar de dinheiro vivo. Também é boa escolha quando se tem um objetivo a ser alcançado em poucos meses, como uma viagem ou um curso.

Muitas opções de aplicações financeiras estão disponíveis para quem sabe que vai precisar do dinheiro em pouco tempo. Elas, normalmente, são aplicações em renda fixa, que costumam ser mais conservadoras e seguras. Antes de conhecê-las, no entanto, que tal aprender um pouco mais sobre os investimentos a curto prazo?

O que é liquidez

Uma das principais características das aplicações de curto prazo é a agilidade que, em geral, elas apresentam para o resgate. Essa possibilidade de resgatar o investimento a qualquer momento é chamada de liquidez.

A liquidez é um conceito relacionado à facilidade com que determinado ativo pode ser convertido em dinheiro. Quando essa conversão pode ser feita de modo rápido, estamos diante de um investimento de alta liquidez. É o caso da poupança. Quando essa conversão é demorada, ou seja, quando o investidor não pode ter acesso a seu dinheiro rapidamente, dizemos que o investimento tem baixa liquidez.

Em geral, quanto mais alta a liquidez de um investimento, menor o rendimento que ele vai oferecer. Por isso, quando pensamos em um investimento a curto prazo, precisamos mudar o foco da melhor rentabilidade para a melhor rentabilidade possível para o prazo disponível.

Vamos conversar sobre dois fatores que podem ser verdadeiros vilões para quem quer apostar no investimento a curto prazo: o imposto de renda e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Como driblar as armadilhas do investimento a curto prazo

A principal armadilha do curto prazo é o imposto de renda. A facilidade de acessar seu dinheiro tem um preço, e ele pode ser bastante alto.

Grande parte dos investimentos de renda fixa se sujeita à cobrança desse imposto, a partir de uma tabela regressiva. Em outras palavras, isso quer dizer que quanto menor o tempo do resgate, mais imposto você terá que pagar sobre os juros que acumular. Entretanto, existem investimentos que são isentos do imposto de renda, e eles podem ser uma excelente opção.

Outra armadilha que pode comprometer os lucros do investidor no curto prazo é o IOF, um imposto que incide sobre os saques realizados com menos de 30 dias de aplicação. Seu valor pode ser fixo ou variável, a depender do tipo de aplicação. O que precisamos que você saiba é que, em determinados casos, ele pode comprometer todo o seu rendimento. Por isso, o ideal é que você deixe o dinheiro aplicado por, no mínimo, um mês.

Agora, que você já sabe um pouco mais sobre os investimentos a curto prazo, confira algumas aplicações que podem fazer o seu dinheiro render em pouco tempo.

Tesouro Selic

Todos os títulos públicos oferecidos por meio do Tesouro Direto têm data de vencimento. Quando esse dia chega, o investidor pode resgatar o dinheiro aplicado já com o acréscimo dos juros combinados no dia da compra do título.

Dependendo do título escolhido, você poderá ter prejuízo se fizer o resgate antes do prazo, mas há uma alternativa: o Tesouro Selic.

Além de ser um investimento muito seguro, o Tesouro Selic apresenta liquidez diária, podendo ser resgatado a qualquer momento, com rendimentos melhores que a poupança.

Outro ponto positivo é que esse investimento pode ser feito com menos de R$ 100. Para adquiri-lo, basta abrir uma conta em uma corretora. Como há incidência de IOF e de imposto de renda, procure deixar o seu dinheiro aplicado por, pelo menos, 30 dias.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Para quem está em busca de retorno rápido e segurança, o CDB com liquidez diária é uma ótima alternativa. Esse título é vendido pelos bancos com o objetivo de arrecadar recursos para suas operações cotidianas.

Uma boa forma de conseguir rendimentos maiores é adquirindo seus títulos em bancos pequenos por meio de corretoras que não cobrem taxa de administração.

A liquidez diária desse título garante que você terá ganhos todos os dias e, caso seja preciso, poderá resgatar o dinheiro aplicado já com a correção a qualquer momento. Após o pedido de resgate, o dinheiro é devolvido ao investidor em apenas 24 horas.

Assim como no caso do Tesouro Direto, essa aplicação apresenta incidência de imposto de renda e de IOF, não sendo indicado o resgate em período inferior a 30 dias.

LCI e LCA

Tanto a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) quanto a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) são títulos emitidos pelos bancos com o objetivo de captar recursos para financiar suas atividades cotidianas.

A principal diferença entre elas está na finalidade: enquanto a primeira busca recursos para o setor imobiliário, a segunda visa ao setor agropecuário.

Além disso, esses dois investimentos também têm outras características em comum. Em primeiro lugar, eles são totalmente livres de taxas e impostos.

Em relação ao tempo de investimento, tanto a LCI quanto a LCA podem ser resgatadas no curto prazo, mas é preciso respeitar um período de 90 dias de carência antes de solicitar o resgate.

Fundos DI

Se você não tem tempo suficiente para cuidar do seu dinheiro, uma boa sugestão é confiar esse trabalho a um gestor de fundos de investimentos.

Esses fundos são aplicações divididas em cotas, que podem ser adquiridas pelos investidores. O gestor do fundo será o responsável por investir esse dinheiro, conforme regras preestabelecidas.

No caso do fundo DI, a maior parte desses investimentos deve ser realizada em títulos públicos atrelados à Selic, a taxa básica de juros do país. Esse tipo de aplicação permite o resgate a qualquer momento, sem perda de juros. Só fique atento à taxa de administração: quanto menor ela for, maior será o rendimento.

Fundos de curto prazo

Os fundos de curto prazo são compostos por uma carteira com prazo máximo de 375 dias. A rentabilidade desse tipo de fundo de investimento costuma estar atrelada à Selic e à CDI.

Os recursos desses fundos são investidos em títulos públicos federais ou títulos privados de baixo risco de crédito. Por esse motivo, são considerados investimentos conservadores.

O resgate costuma ser executado no mesmo dia da solicitação.

Day trade

Para quem tem muita experiência com mercado financeiro, uma opção interessante é o chamado day trade. Essa estratégia usada no mercado de ações consiste em comprar um ativo e vendê-lo no mesmo dia, por preço maior que o da compra.

Essa técnica, no entanto, só é indicada para quem já tem bastante conhecimento sobre a bolsa de valores, visto que é preciso entender bem de seu funcionamento para minimizar os riscos de perda.

Agora, que você já conhece as vantagens de vários tipos de investimento a curto prazo, é hora de montar a sua estratégia. Após começar a montar a sua reserva financeira, você pode pensar, também, nas aplicações que serão feitas para seus planos de médio e longo prazo.

Apostar na renda variável é uma forma interessante de diversificar sua carteira de investimentos, e você não precisa fazer isso apenas comprando ações. Os fundos imobiliários apresentam risco menor que as ações e podem ser uma boa opção para quem quer entrar nesse mercado.

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