Entenda de vez a marcação a mercado

Se você investe em renda fixa, principalmente pré-fixada, já deve ter percebido que, às vezes, seu saldo varia sem “respeitar” a rentabilidade contratada na compra do título. A culpa dessa variação é da marcação a mercado e vamos desvendar de vez o que significa esse misterioso conceito e como fazê-lo trabalhar ao seu favor.

Afinal, o que é marcação a mercado?

A marcação a mercado é o acompanhamento e revisão diários do valor dos títulos, considerando o contexto econômico presente. Essa variação permite ao investidor acompanhar o desempenho atual de seus ativos, já que a rentabilidade contratada só é válida para o resgate no vencimento.

Esse conceito é aplicado a todos os títulos de renda fixa e fundos de investimento. No entanto, seu acompanhamento gera mais impacto para quem tem seus ativos em aplicações pré-fixadas ou com rendimento atrelado à inflação. Isso porque, se você quiser vender ou resgatar o seu investimento antes do vencimento, é a marcação a mercado que vai determinar se você vai ganhar ou perder dinheiro.

Por determinação do Banco Central do Brasil, desde 2002, os fundos de investimento devem utilizar apenas o modelo de marcação a mercado, garantindo a máxima transparência e impedindo a transferência de riqueza entre investidores. Essa prática trouxe mais segurança para o investidor.

Por outro lado, o modelo de marcação a mercado depende totalmente do mercado financeiro, ficando mais suscetível a variações por razões políticas e econômicas. Por isso, é preciso acompanhar o mercado financeiro e as variáveis que o afetam para evitar prejuízos.

Como a marcação a mercado afeta a renda fixa?

Ao adquirir títulos de renda fixa, o investidor contrata uma determinada rentabilidade por um período. No entanto, a base de cálculo do preço de cada título varia de acordo com as expectativas do mercado para a taxa Selic diariamente. Isso quer dizer que o valor do seu título varia, mesmo com o rendimento fixo.

Assim, quando se prevê uma alta nos juros, e consequente aumento na rentabilidade do título, o preço dos títulos tende a cair. Da mesma forma, se os juros caem, a rentabilidade também cai e o preço sobe.

Imagine que, em janeiro, você compre um título por R$1000,00 que renderá 10% ao ano. Porém, após 4 meses, os juros caem e os títulos de abril estejam rendendo 7% ao ano. O seu título, de maior rendimento, passa a valer mais. Da mesma forma, se os juros sobem para 12% ao ano, o preço do seu título cai, pois rende menos.

Por isso seu saldo diminui em um momento de alta nos juros. É por esse mesmo motivo que é possível ter um lucro maior com seu investimento de renda fixa, caso venda seus títulos no momento oportuno.

Ou seja, um bom investidor, mesmo de perfil conservador, não deve apenas colocar seu dinheiro em algumas aplicações e “esquecê-las” até a data do vencimento. Acompanhar a marcação a mercado e as condições dos seus títulos são práticas essenciais para evitar riscos e aproveitar oportunidades mais vantajosas.

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