Micro e pequenos empreendedores: como ficam as finanças na crise?

Uma crise econômica, principalmente quando toma grandes proporções, afeta a vida de todos. Para os micro e pequenos empreendedores a situação é ainda mais desafiadora. Afinal, é preciso adaptar as finanças pessoais e as do negócio.

São os pequenos empresários também que costumam enfrentar maiores dificuldades em relação à baixa nas vendas. Então, como ficam as finanças dos empreendedores na crise?

É preciso rever o planejamento e buscar formas de se equilibrar. Pensando no assunto, preparamos um post especial com orientações que você pode seguir para lidar com a situação.

Acompanhe!

Separar gastos empresariais e pessoais

Separar os gastos é uma dica dada frequentemente aos empreendedores de menor porte. Como a empresa não tem grande complexidade ainda, é muito comum que as pessoas tenham dificuldade de fazer essa distinção financeira.

Contudo, é sempre válido lembrar que suas finanças pessoais são diferentes das contas do negócio. Logo, você precisa ter um salário para pagar seus custos rotineiros e um fluxo de caixa específico para organizar os custos da empresa.

Em momentos de crise, a separação se torna ainda mais importante para a saúde financeira. Se no cotidiano normal os empreendedores já correm o risco de enfrentar dificuldades por fazer retiradas sem controle ou colocar dinheiro pessoal no negócio, imagine o que pode acontecer na crise!

Assim, o ideal é ter um controle financeiro tanto das suas finanças pessoais quanto do empreendimento. Durante o período crítico, é fundamental realizar análises e planejar mudanças. Logo, a separação entre os orçamentos será necessária para avaliar a situação de maneira eficiente.

Depois de distinguir cada um, registre o orçamento e as projeções de gastos para conseguir se planejar bem. Você pode usar uma agenda, planilha ou aplicativo para acompanhar e modificar as informações constantemente.

Manejar as reservas

Passar por dificuldades financeiras exige uma boa organização em relação às reservas que você possui. Quem segue a orientação de poupar, pelo menos, 6 meses do seu custo de vida conta com maior apoio para driblar os problemas.

O mesmo vale para empresas. É necessário se preparar para eventuais crises, tendo um caixa disponível para ser utilizado na manutenção do negócio em momentos de queda de vendas. Se a sua empresa tem reservas em investimentos, é hora de manejá-las.

O planejamento deve ser feito para alcançar a máxima eficiência dos recursos. Assim, você aumenta a vida útil da reserva. Confira quanto está disponível e coordene os seus gastos para que o dinheiro possa ser utilizado por mais tempo.

Fazer cortes de custos

A dica de cortar custos vale tanto para quem tem reservas quanto para quem não conseguiu montá-las a tempo. Ainda que as suas finanças pessoais e o empreendimento possam contar com um dinheiro poupado, é preciso adaptar os gastos.

O corte de custos será essencial para enxugar o orçamento e utilizar os recursos com maior eficiência. A atitude deve ser mantida tanto no seu consumo pessoal quanto nas contas da empresa. Avalie tudo com cuidado para saber onde cortar.

A profundidade dos cortes também depende da proporção da crise. Então, busque informações sobre o assunto e faça projeções acerca da sua situação no curto prazo. Lembre-se: nem sempre economizar em um negócio significa demitir.

Tudo deve ser analisado com muita atenção para fazer reduções sustentáveis nos gastos. Veja o que pode simplificado na produção, renegocie com fornecedores, adie investimentos que estavam sendo feitos, caso seja preciso, e tente identificar custos que são desnecessários no momento.

Planejar o negócio para a crise

Muitas vezes, não é possível saber quando uma crise dará sinais de melhora. Além disso, cada uma tem características específicas. Logo, cabe ao empreendedor perceber as especificidades e tentar adaptar o seu negócio ao momento.

Por exemplo, a situação causada pelo coronavírus impediu a maior parte das empresas de atuar de forma presencial. Qual foi a conclusão lógica? Aumentar a presença online – ou começar a ter uma, se o empreendimento ainda não estava na internet.

Adaptações como essa são centrais para a sobrevivência e a organização da vida financeira de empreendedores na crise. Outras medidas podem ser muito úteis: por exemplo, um restaurante que simplifica o seu cardápio para atender mais rapidamente.

Estude o seu ramo de negócios e a realidade da crise para colocar a criatividade em prática e pensar em estratégias que deem resultados no período.

Lembre-se que é fundamental procurar por formas de manter as fontes de renda. Afinal, não se pode contar apenas com as reservas financeiras.

Considerar parcerias

Em uma crise, muitos empreendedores acabam fazendo parcerias que antes não eram viáveis ou vantajosas. Imagine, por exemplo, uma pequena empresa que enxugou seus serviços para focar no que dava maior lucro.

Ela pode se tornar parceira de outro empreendimento no mesmo setor para garantir aos clientes o atendimento. Da mesma forma, negócios de áreas afins podem se apoiar no momento difícil e compartilhar a publicidade e a cartela de consumidores, por exemplo.

Outra ideia é começar a trabalhar com afiliados, por exemplo, a fim de aumentar a procura ativa por clientes. Tenha sempre em mente que a crise é uma oportunidade para ser criativo e resiliente.

Olhe para sua empresa e para o mercado com outro ponto de vista e você poderá encontrar caminhos interessantes.

Ainda falando em parcerias, é comum que, em períodos econômicos difíceis, surjam iniciativas para auxiliar as finanças dos micro e pequenos empreendedores na crise. Alguns projetos e programas são criados especialmente para isso. Por isso, fique atento a essas iniciativas.

Ponderar o uso de crédito

Por fim, outra opção para lidar com as dificuldades no negócio e as finanças em momentos adversos é utilizar o crédito. Em meio às crises, também costumam ser lançadas alternativas com condições diferenciadas de crédito para empreendedores de menor porte.

Ter possibilidades assim se torna uma vantagem, pois evita o uso de linhas mais caras – como o limite do cheque especial ou o atraso nas faturas do cartão de crédito. Sempre vale a pena procurar pelas opções mais baratas.

Mas, é claro, a solicitação de empréstimo precisa ser muito bem ponderada. Tenha certeza de ter esgotado todas as alternativas anteriores antes de notar que, de fato, precisará aderir a uma linha de crédito.

Além disso, não deixe de se planejar financeiramente considerando as parcelas e os juros que serão pagos no futuro.

Organizar de forma criteriosa o uso do dinheiro obtido com o crédito é mais um cuidado indispensável ao optar por ele. Afinal, seu negócio precisa se manter saudável para o pós-crise, certo?

Você acompanhou dicas importantes de como os empreendedores podem lidar com as finanças na crise. Procure manter a calma e seguir as orientações que trouxemos aqui.

Com tranquilidade e organização, os desafios serão superados e os momentos difíceis ficarão para trás. E você continuará caminhando para a sua independência financeira e para o sucesso do seu negócio!

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