O que são as agências de rating?

Vamos imaginar a seguinte situação: você conhece muito bem uma pessoa que, recentemente, atravessa uma fase financeira muito difícil. Em um jantar entre amigos, ele resolve expor a situação vivenciada em particular. Como você o conhece muito bem, sabe que ele é uma pessoa correta e honra seus compromissos, resolve ajudá-lo cobrando uma pequena taxa de juros ou nem isso, pois sabe que ele vai lhe pagar.

Por outro lado, caso esse amigo tivesse um comportamento financeiro irresponsável, desonrando possíveis compromissos, seria muito provável que você não emprestasse esse dinheiro ou cobrasse o empréstimo com juros muito maior, já que a possibilidade do devedor de arcar com o pagamento é duvidosa.

Os dois casos descritos acima nos trazem duas realidades distintas, mas um ponto em comum: a confiabilidade dos devedores em honrar seus compromissos.

Vejamos o que esses exemplos podem nos servir de apoio para conceituarmos as agências de rating.

O que são as agências de rating?

A partir do exemplo acima, podemos conceituar as chamadas agências de rating ou de risco como as responsáveis por analisar as empresas, bancos ou até mesmo países que honram com seus compromissos, ganhando uma espécie de selo de boa pagadora de dívidas.    

A palavra rating pode ser traduzida como uma nota em que as agências internacionais de classificação de risco de crédito atribuem a um emissor de acordo com a sua capacidade de pagar uma dívida.

A responsabilidade por analisar e classificar países, governos ou empresas segundo o grau de risco é muito relevante para os investidores, ainda mais se levarmos em conta investimentos realizados no estrangeiro. Cada agência possui uma classificação própria.

As três mais importantes do mundo são: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.

Por exemplo, a classificação da Fitch Ratings e da Standard & Poor’s vai de AAA (melhor grau) até D (pior grau). Já a Moody’s vai de Aaa (melhor grau) à C (pior grau).

Assim, as agências de risco possuem um papel importante, influenciando muito na decisão que o investidor toma ao investir em algum país ou empresa.        

Como as agências de rating avaliam o grau de investimentos de uma instituição?

A partir do consentimento da empresa ou companhia avaliada, a agência faz uma espécie de coleta de diversos tipos de informações, podendo inclusive encomendar estudos sobre países ou indústrias sob a perspectiva do que pode afetá-los. Assim, é levado em conta, por exemplo, a saúde financeira, um possível endividamento ou alavancagem, ou seja, fatores que podem impactar o risco de crédito de uma empresa.

Regidas por uma política e conduta rígidas, as informações das agências de rating são confidenciais e sigilosas no decorrer do processo de avaliação. O IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) listou alguns dos itens que são levados em conta no momento do processo:

  1. Qualidade dos ativos envolvidos na transação e quais são as garantias que a companhia dá de que o débito será pago. Se há ou não algum ativo dado em garantia que cubra o valor do empréstimo se executado.      
  2. Executivos da companhia: a experiência de cada um, as atividades que exercem na instituição.
  3. O negócio: se a geração de caixa é capaz de sustentar a perenidade do negócio. As perspectivas de crescimento de receitas, a rentabilidade e se há algum risco inerente ao mercado.
  4. Estrutura de endividamento: a composição de endividamento em relação à atividade de empresa e como essa estrutura está compatível com o fluxo de recebíveis.
  5. Estrutura de riscos e monitoramento interno: de que maneira a companhia conhece seus próprios riscos e os mitiga.

Notas das agências de rating

Confira a seguir a escala de avaliação das principais agências de rating:

É justamente por meio desses “selos” de qualificação que o mercado consegue obter uma indicação mais precisa e isenta de interesses sobre a situação financeira de uma empresa, uma instituição ou de um país.

Por ter reconhecimento internacional, essas agências de rating são úteis para balizar muitos dos investimentos realizados ao redor do mundo, isto é, as próprias empresas buscam as agências para demonstrar aos seus potenciais investidores a qualidade dos seus produtos.

Como consequência, os investidores também utilizam essas notas, a fim de mensurar os riscos em determinadas aplicações e decidir se devem ou não investir nos títulos de um determinado emissor.

 

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