O que é PGBL e para quem essa modalidade de previdência privada é mais indicada?

Embora cumpram mais ou menos o mesmo objetivo, que é de garantir uma fonte de renda quando chegar a hora de trabalhar, existentes diferenças entre planos de previdência privada VGBL e PGBL, principalmente na forma como os tributos são cobrados.

Com isso, cada uma dessas opções se torna mais adequada de acordo com algumas circunstâncias de quem vai investir nesses planos. Logo, se você quer saber se o PGBL é a melhor alternativa para o seu caso, prossiga com a leitura!

Como funciona um plano de previdência privada PGBL?

Como mencionamos na introdução, os planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) são uma das principais modalidades de previdência privada (também chamada de complementar) disponíveis no Brasil.

Por meio de aportes mensais, é possível acumular o patrimônio necessário para ter uma aposentadoria mais tranquila. O dinheiro reunido é investido de forma similar ao que acontece com nos fundos de investimento

O investidor do PGBL pode optar por planos com diferentes estratégias de aplicação, de acordo com seu perfil. Dessa forma, quanto mais arriscada ela, melhores serão os retornos. Esse balanceamento fica a cargo da instituição financeira gestora do plano, que determina qual será a proporção entre ativos de renda fixa e variável.

Depois do período de acúmulo, no qual os depósitos são feitos e podem se estender por anos ou mesmo décadas, chega a hora de resgatar o montante reunido. Isso pode ser feito por meio um saque único ou com o pagamento de um benefício mensal (temporal ou vitalício).

Contudo, para fazer o resgate é necessário respeitar o período mínimo de permanência no plano, também chamado de prazo de carência. Ele varia entre 60 dias e 24 meses. Dessa forma, antes de escolha, é necessário avaliar o que está previsto em contato para não ter surpresas.

Clientes insatisfeitos com seu plano de previdência PGBL podem recorrer à portabilidade, processo similar ao que acontece com as operadoras de telefonia: você pode fazer a transferência de uma instituição financeira para outra com melhores condições sem ser cobrado por isso.

Para isso, o plano ainda deve estar na fase de acúmulo. Não é possível mudar de PGBL para VBGL, bem como modificar a tabela de impostos cobrada — depois de solicitado, o processo de portabilidade costuma ser confirmado em até 5 dias úteis.

Portabilidade à parte, o titular de um plano precisa arcar com a taxa de administração (sobre o investido), a taxa de carregamento (feita sobre cada aporte) e o imposto de renda, que incide apenas no momento do resgate dos valores.

Quem investe no PGBL sofre com a cobrança de imposto sobre o valor total investido, não apenas sobre os rendimentos, como acontece no VGBL. Por outro lado, é possível reduzir os aportes feitos na declaração do imposto de renda, respeitado o limite de 12% da renda tributável do período e desde que ela tinha sido feita de forma completa. Além disso, é possível escolher entre duas tabelas de alíquotas de IR (a progressiva e a regressiva).

Como saber se o PGBL é a melhor opção para você?

Diante dessas características, o PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do imposto de renda todos os anos (o que permite incluir os aportes entre as deduções) e para quem quer um investimento a longo prazo de baixo risco e não cogita ou nem precisará fazer o resgate antecipado dos recursos.

Dentro dessas condições, o PGBL se torna uma excelente ferramenta para quem quer planejar sua aposentadoria contando com os benefícios de um plano de previdência privada. Lembre-se sempre de quanto antes começar, melhor.

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