Rendimento da poupança: você sabe como calcular?

Há anos a poupança é a aplicação mais conhecida e utilizada entre os brasileiros. Mesmo com o aumento do número de investidores em outros produtos do mercado financeiro, a caderneta ainda não perdeu o seu espaço.

Entretanto, sabe-se que muitas pessoas a utilizam pela praticidade. Afinal, a poupança pode ser aberta junto com a conta-corrente do banco e, às vezes, as duas são até mesmo integradas. O fato de ser um produto fácil, no entanto, parece tirar a atenção das limitações de rendimento.

Você sabe, por exemplo, como o dinheiro investido na poupança rende e como calcular os seus ganhos? Acompanhe as informações deste post para entender se é vantajoso ou não utilizá-la como investimento!

O que é a poupança?

A poupança não é um dos produtos financeiros mais populares à toa. Ela foi criada há muito tempo — em 1861, por Dom Pedro II. O objetivo era atrair capital para os bancos e oferecer rentabilidade para pequenos investidores.

Ela funciona como uma espécie de conta bancária com menos funções. É possível realizar depósitos em dinheiro, fazer transferências e pagamentos de contas e até utilizar o cartão de débito para compras.

O dinheiro aplicado na poupança é usado pelo banco para custear suas atividades, como empréstimos e financiamentos. Então, ele remunera o cliente com um rendimento mensal. É como se, na prática, o correntista emprestasse a quantia ao banco.

Apesar de funcionar como um empréstimo e autorizar a instituição bancária a usar os valores em suas operações, a poupança apresenta alta liquidez. Ou seja, o dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento.

Como funciona a rentabilidade da poupança?

Ninguém pode negar a relevância da poupança na vida dos brasileiros. Mas será que o rendimento da caderneta justifica a preferência de tantas pessoas? Na verdade, não. A forma de rentabilidade dela é bastante desvantajosa para os clientes.

Um dos pontos negativos é que os juros só são recebidos quando a aplicação completa um mês. Logo, se você retirar o seu dinheiro com 29 dias, por exemplo, não receberá nenhuma remuneração por ele.

Assim, a vantagem da alta liquidez pode não ser tão significativa, já que o banco terá usado a quantia por vários dias sem remunerar você por ela. Apenas quando o valor completa um mês depositado é que os juros caem na sua conta.

Outra particularidade da poupança é que a taxa de rendimento é baixa quando comparada a produtos similares no mercado. Ela acompanha a variação da Taxa Selic e, em períodos de queda de juros, pode significar prejuízo.

O prejuízo não é direto. Isto é, você não vê seu saldo diminuindo na poupança. O que se tem é a perda do valor para a inflação. Em muitos cenários, a taxa de inflação é maior do que os rendimentos. Então, o dinheiro aportado na caderneta não vale mais a mesma coisa.

Como calcular o rendimento da poupança?

Para entender um pouco mais sobre como funciona a rentabilidade da poupança é importante aprender a calcular seus rendimentos. Existem hoje duas regras no Brasil — a aplicação de uma ou outra depende da Taxa Selic.

Veja a seguir como funciona cada uma.

1ª regra

Até o ano de 2012 o rendimento da poupança seguia uma fórmula só: era de 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR). Desde então, a regra mudou — mas eventuais depósitos feitos antes da mudança continuam rendendo pelo modo antigo.

A partir de 2012 passaram a existir as duas regras. A primeira continua sendo a mesma da chamada poupança antiga. Mas com a diferença de que o rendimento só será 0,5% ao mês + TR quando a Taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano — o que não é a realidade brasileira nos últimos anos.

2ª regra

A segunda regra é colocada em prática quando a Taxa Selic está igual ou abaixo de 8,5%. No Brasil, isso tem acontecido desde o final de 2017.

E a taxa continua passando por cortes frequentes. Em 2020, a Selic Meta, por exemplo, foi de 3% no primeiro semestre do ano. E a Selic alcançou os menores patamares da história – caindo para 2,25% em junho de 2020.

E o que acontece com a poupança em um cenário assim? A rentabilidade passa a ser 70% da Taxa Selic + TR. Vale destacar que a TR está em 0% desde 2018 — e sempre teve valores abaixo de 5% desde os anos 2000.

Isso significa, portanto, que uma aplicação de R$ 1 mil reais, por exemplo, renderia R$ 15,75 reais em um ano em um cenário de Selic a 2,25%. E, como o índice de inflação tem sido acima desta rentabilidade, não há ganho real.

Vale a pena investir na poupança?

Depois do que você conheceu acerca do funcionamento da poupança e do rendimento deste produto, qual a sua opinião? Trata-se de um investimento vantajoso?

Nos últimos anos, muitos especialistas têm chamado a atenção para a grande possibilidade de prejuízos na poupança.

Apesar de ser uma aplicação prática de se fazer e com bom nível de segurança, é preciso pensar em riscos específicos. Por exemplo, o de perder poder de compra para a inflação – ou o risco de deixar de ganhar rentabilidades mais interessantes em outros produtos financeiros.

Sem dúvida, existem alternativas melhores do que a poupança no mercado — e que podem ser tão fáceis e seguras quanto ela. É possível até mesmo encontrar investimentos que sejam isentos de Imposto de Renda, assim como a caderneta.

Algumas opções conservadoras são encontradas na renda fixa. Veja exemplos:

  • Tesouro Selic — tem rendimento de 100% da Taxa Selic e também apresenta liquidez alta;
  • CDBs — é possível encontrar exemplos com rentabilidades maiores do que 100% do CDI (índice cujo valor é próximo ao da Selic), alguns deles com liquidez diária;
  • LCIs e LCAs — além de apresentar rendimentos atrativos, também são isentas de Imposto de Renda. Vale apenas se atentar à liquidez – que costuma ser mais baixa.

Para quem está aberto a correr um pouco mais de risco, é possível encontrar possibilidades de rentabilidades ainda mais altas na renda variável. Por exemplo, com fundos de investimentos de maior risco ou ações. Assim, você pode ampliar os ganhos da sua carteira.

Concluindo

Conhecer as regras da poupança e a forma como seu rendimento funciona, muitas vezes, faz com que as pessoas mudem de ideia sobre deixar o dinheiro investido na caderneta. Afinal, perder valor para a inflação ao longo do tempo não é nada agradável, certo?

Então, considere as alternativas disponíveis no mercado e cuide melhor da sua renda – e dos seus investimentos!

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