Saiba o que são os Fundos de Renda Fixa

Muita gente aplica em fundos de investimento no Brasil. Mas muitas pessoas ainda têm receio e insegurança, principalmente por considerar os fundos uma opção complexa e difícil de entender. Porém, como nós da Valor Educação costumamos descomplicar os assuntos, a verdade é que aplicar em fundos é simples.

É, por isso, que preparamos este texto para ajudar você a entendo mais especificamente o que são, como funcionam e para que serve esse tipo de aplicação: os Fundos de Renda Fixa. Saiba que o nosso objetivo é ajudá-lo a entender o básico para lhe dar segurança e começar a aproveitar todas as vantagens que os Fundos de Renda Fixa oferecem.

Boa leitura!

Fundos nos ajudam a juntar forças

É importante inicialmente compreender o que são fundos de investimentos.

Vamos lá?

Aqui no Brasil, os fundos funcionam como um condomínio. Quando você aplica o eu dinheiro, acaba por adquirir cotas desse condomínio. O número de cotas varia de acordo com o valor investido.

Vamos supor que você investiu R$ 5 mil num determinado fundo, com valor unitário de R$ 100 a cota. Com isso, tem direito a 50 cotas desse condomínio. O valor vai mudando conforme o fundo vai rendendo. O ganho, ou rendimento, é a diferença do valor dessa cota entre o dia que você a adquiriu e o dia que você fez o saque, ou resgate.

Em essência, a característica primordial de um fundo de investimento é essa: ele ajuda você a juntar forças com outros investidores para compor uma quantia maior e aproveitar todas as oportunidades que o mercado financeiro pode oferecer.

 

Por que Renda Fixa?

Compreendido o que são fundos de investimento, vamos para a segunda parte, ou seja, a Renda Fixa. Para entender, em poucas palavras, esta modalidade de investimento é preciso ter em mente os ativos que compõem a Renda Fixa, tais como: títulos públicos, debêntures, CBDs e LCI/LCA.

A Renda Fixa sempre será um empréstimo, diferentemente dos investimentos de maior risco, que envolvem compras e vendas. Quem investe em títulos públicos, empresta ao governo. Em debêntures, empresta às empresas. Em CDBs, aos bancos.

Como nos empréstimos que tomamos quando precisamos, é a saúde financeira desses agentes a quem emprestamos que assegura que receberemos os juros que esperamos.

 

Gestão dos Fundos de Renda Fixa

Agora que sabemos o conceito por trás de todas as palavras, vamos aos Fundos de Renda Fixa. Esse tipo de investimento é composto por vários produtos que estão alinhados à modalidade de Renda Fixa, a exemplo dos títulos públicos e privados do capítulo anterior.

Importante lembrar que os Fundos de Renda Fixa, em geral, têm seus recursos aplicados em 80% dos ativos diretamente ligados à Renda Fixa e 20%, em derivativos. Estes últimos são utilizados normalmente tanto para proteção da carteira quanto para alavancagem.

A rentabilidade depende dos ativos que compõem o fundo e das taxas cobradas. Além disso, pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados.

Tudo isso deve ser levado em conta pela pessoa quem administra diariamente seu fundo. Esse profissional, conhecido como gestor, além de ter a experiência necessária para conduzir o fundo, está autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). É o gestor quem toma as decisões importantes: onde aplicar o dinheiro, quando mudar de uma aplicação para outra, como garantir que os recursos estarão disponíveis quando você quiser sacar.

No entanto, ele não faz isso de forma completamente independente. Todos os fundos têm uma série de regras estabelecidas no seu regulamento, que dizem em que o gestor pode ou não pode aplicar e qual é o objetivo dele com aquele fundo.

Assim, quando escolhe um fundo, você não está apenas selecionando um gestor para cuidar do dinheiro, mas também o tipo de estratégia que ele vai adotar na hora de aplicar os recursos.

 

Tipos de estratégias?

Existem três principais estratégias praticadas pelos Fundos de Renda Fixa:

. pós-fixados;

. prefixados;

. índices de preços.

Quem busca segurança prefere os fundos pós-fixados, chamados também de Fundos DI, por acompanharem o sobe e o desce do CDI.

Aqueles com alguma experiência a mais investem parte de seus recursos em fundos prefixados, os chamados Fundos RF, que se dão bem quando há queda dos juros na economia.

E aqueles que buscam proteção de longo prazo preferem os fundos de índices de preços, que investem em títulos que acompanham a inflação.

Cabe ressaltar que a natureza do fundo não significa que ele investe somente em títulos de mesma natureza, mas sim que o investimento é feito predominantemente naquela categoria.

Um Fundo DI, por exemplo, pode conter papeis prefixados, de acordo com a percepção do gestor.

Uma vez selecionada a estratégia que você deseja seguir em Renda Fixa (pré ou pós, curto ou longo prazo, e qual indicador acompanhar, em caso de pós-fixado), as diferenças de desempenho dos fundos dessa categoria resumem-se a duas qualidades:

. taxa de administração competitiva;

. boas escolhas de prazos de vencimento feitas pelo gestor.

 

Já sei o tipo de fundo, mas o que eu analiso, afinal?

O que a gente quer quando analisa algo?

O melhor custo/benefício, não é verdade? No caso de um fundo, o custo é a taxa de administração.

O benefício é o quanto aquele fundo vai render para você, ou seja, a rentabilidade. Então duas coisas que você precisa olhar são as taxas de administração e o histórico de rentabilidade registrado pelo fundo.

Mas você precisa tomar dois cuidados essenciais:

. Primeiro: encare esse histórico de rentabilidade não como uma promessa para o futuro, mas apenas como referência do desempenho do fundo naquele período. Você já deve ter visto um alerta em anúncios de produtos de investimento que diz algo como: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. E é verdade.

. Segundo: a rentabilidade divulgada pelos fundos já desconta todos os custos, inclusive a taxa de administração. Então, pode acontecer de um fundo ter taxa de administração um pouco maior e, ainda assim, entregar resultado melhor. Por isso, analise sempre essas duas variáveis: a taxa de administração e a de rendimento, ou seja, custo e benefício, em conjunto.

 

Antes de ir embora

A gente falou aqui sobre os Fundos de Renda Fixa. Mas você vai descobrir que, mesmo dentro dessa modalidade de investimento, há também outras divisões.

Lembre-se de que é muito importante você saber o seu perfil e o objetivo do seu investimento. Existe uma variedade relativamente grande de fundos, que podem se adequar ou não a eles.

Você não precisa virar um especialista para saber de todos os fundos. Afinal, a gente contrata uma empresa de gestão para cuidar do nosso dinheiro justamente porque não é especialista.

Agora que você sabe sobre Fundos de Renda Fixa, ficará mais simples alinhar suas perspectivas ao do fundo de seu desejo.

Obrigado por ficar conosco até aqui.

Qualquer dúvida, deixe um comentário para que possamos respondê-lo da melhor forma possível.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *