Transferência de custódia (STVM): você sabe como funciona?

Todo investidor precisa ter conta em uma corretora de valores ou banco de investimentos para acessar os ambientes de compra e venda de ativos. Assim, é possível adquirir títulos públicos, títulos da renda fixa privada e ter acesso à renda variável pelo home broker.

Contudo, é importante saber que o dinheiro investido não fica na posse da instituição. Ela é apenas uma mediadora da custódia e registro dos ativos.

Apesar disso, seus investimentos ficam atrelados à instituição e é preciso realizar a transferência de custódia (STVM), caso queira mudar de banco ou corretora. E é neste momento que surgem inúmeras dúvidas.

Quer saber como funciona e como fazer a transferência de custódia? Então confira este artigo!

O que é a transferência de custódia?

Como falamos, a corretora ou o banco por meio do qual você realiza um investimento fica responsável pela custódia e registro dele.  Entretanto, cada investidor tem liberdade para escolher entre diversas instituições do mercado brasileiro.

O desejo de transferir a custódia pode vir de mudanças na empresa que afetam o cliente. Por exemplo, quando passam a cobrar taxas de corretagem maiores ou quando especificam um limite mínimo para investir. Ou até mesmo por deficiências no atendimento.

Ao comparar com o que as demais instituições oferecem, talvez você se interesse por abrir conta em uma delas. Mas, diante disso, o que fazer com os ativos que já estão sobre custódia da sua corretora atual?

Não é preciso resgatar antecipadamente e nem deixar os ativos ligados à corretora até o final do prazo de vencimento. Essas são opções, se você quiser, mas há também a possibilidade de realizar a transferência de custódia.

Com isso, o registro dos investimentos é transferido para a nova corretora da qual você pretende ser cliente. Logo, será possível reunir sua carteira no mesmo local, juntando os investimentos já feitos com os que serão realizados.

O que considerar antes de transferir a custódia?

A transferência de custódia é uma funcionalidade importante para garantir a liberdade de escolha dos investidores. Trata-se de um processo semelhante ao que acontece com processos de portabilidade bancária, no qual você pode optar pela instituição que lhe parece mais vantajosa.

Agora você sabe do que se trata a transferência de custódia. Embora seja algo relativamente simples, é importante ficar atento a como escolher a nova instituição. Então, veja nossas dicas sobre o que considerar antes de fazer a STVM.

Avalie seus motivos para a mudança

O desejo de transferir a custódia de seus investimentos certamente tem uma razão — ou várias — para existir, não é mesmo? Pensar sobre o assunto é o primeiro passo para verificar se a transferência é o melhor caminho.

Podem existir muitos motivos que justifiquem a mudança. Um exemplo é quando o investidor começa sem experiência e não avalia com cuidado todas as opções de corretoras. Depois de um tempo, ele percebe que há instituições mais vantajosas.

Além disso, vale destacar que, mesmo que a escolha inicial tenha sido feita com cuidado e você tenha optado pela melhor empresa na época, isso nem sempre se mantém. A competitividade do mercado pode fazer com que outras corretoras chamem sua atenção.

Enfim, seja qual for o seu motivo para querer mudar, reflita um pouco sobre ele e veja como a transferência de custódia poderia ser benéfica.

Identifique suas necessidades

As corretoras de valores e bancos de investimentos podem ter maneiras bem diferentes de atuar. Existem aqueles que atendem melhor a investidores iniciantes e com capital mais baixo, enquanto outras focam seus serviços em pessoas que investem mais dinheiro.

De forma semelhante, a estrutura de algumas pode atender todas as necessidades de alguém conservador que investe em renda fixa, mas não apresentar uma boa estrutura para especuladores da renda variável.

Todas as características precisam ser avaliadas de acordo com as suas necessidades. Um trader que opera constantemente no home broker precisa de muito mais estabilidade no sistema do que uma pessoa que só entra na corretora para adquirir títulos públicos mensalmente.

Quem usufrui do serviço de análise e recomendação de ativos também precisa avaliar tal ponto. Confira a qualidade da equipe de cada corretora e o que cada uma oferece para lhe manter informado sobre o mercado financeiro.

Compare as alternativas

Ao decidir realmente realizar a STVM, é fundamental comparar as alternativas. Mesmo que você já tenha uma corretora preferida, pode ser interessante ampliar o leque de opções e pesquisar mais o mercado para conhecer as demais.

O que deve ser comparado? Em geral, as pessoas avaliam bastante os custos. Afinal, cada corretora pode cobrar taxas diferentes para a realização dos investimentos. Muitas não têm taxa de corretagem para renda fixa, por exemplo.

Fique atento à relação custo-benefício para não correr o risco de acabar insatisfeito. Além das taxas, vale a pena observar a estrutura da instituição. É preciso avaliar se o aplicativo e o site são adequados, por exemplo.

Também procure saber se as funcionalidades trabalham bem e se há uma estrutura qualificada para atender os investidores. Pagar menos taxas, mas enfrentar problemas no ambiente online quando quiser comprar ou vender ativos pode lhe causar estresse e até mesmo prejuízo.

Por fim, vale a pena comparar a variedade de produtos oferecidos — especialmente para quem investe em renda fixa. As opções de títulos privados podem ser bem diferentes entre as corretoras. Então, esse é mais um ponto relevante.

Qual o passo a passo para fazer o STVM?

A transferência de custódia é um direito dos investidores e deve ser feita pelas corretoras de maneira simples e ágil. Entretanto, cada uma pode apresentar algumas especificidades em relação ao passo a passo e aos documentos necessários no processo.

Você pode entrar em contato com um assessor de investimentos vinculado à corretora para a qual deseja transferir seus ativos. Assim, conta com a ajuda dele na hora de organizar tudo.

É preciso ficar atento para o fato de que a transferência de custódia será um pouco diferente, a depender dos ativos que estão sendo transferidos. Na XP Investimentos, todo o processo começa abrindo sua conta na corretora.

Depois, é preciso fazer o download da solicitação de transferência específica para seus ativos — por exemplo, de renda fixa, de renda variável, de fundos de investimentos ou de previdência privada.

Há um documento que deve ser preenchido e enviado para a XP e outro que precisa ir para a sua corretora anterior. Outros documentos – como o extrato de compra dos ativos – também podem ser necessários para que a transferência ocorra.

Ao ler este artigo até o final você está munido das informações que precisa para avaliar a realização de uma transferência de custódia dos seus investimentos. Conhecer os seus direitos e saber analisar as opções disponíveis é útil para evitar insatisfações.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira as diferenças entre corretora e assessoria de investimentos!

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